dezembro 9, 2020

Entrevista com Data Assault

Data Assaut é assalto de dados. Pane no sistema, alguém me desconfigurou. Direto do planalto central para as ravers online de todo mundo. Falamos com ele no online sobre hackeamento, dominação do Distrito Federal, planos de rave e suas últimas produções. Vem ler esse código com a gente! 

Data Assaut, você se considera um hacker? Se sim, por quê? Se não, porquê não?

Me sinto exatamente assim. Invadir sistemas, reprogramar mentes e destruir as bases do poder vigente, 24/7 na missão.

O que é necessário para hackear a paisagem de Brasília e produzir um rolê, um som? 

Brasília é uma cidade isolada em si mesma, tudo aqui é longe, caro e proibitivo, o maior poder pra fazer qualquer coisa aqui é a união, senso de coletividade e pertencimento na cena, e também abraçar causas maiores do que a rave, essencial se engajar politicamente pra fazer acontecer.

Para você, o que tem rolado de mais interessante na cena eletrônica da sua cidade?

Tem rolado umas movimentações muito legais dos coletivos na intenção de tornar Brasília uma cidade menos TRISTE, e menos excludente. Eu adoro a energia das raves por aqui, e delas surgiram várias djs fodas que vem botando as caras de um jeito muito singular, Malu, Giograng, Slow, Armenia e FAA são algumas delas.

Produção musical e DJ set? Onde você se sente mais à vontade no seu trabalho?

Rave é o meu esporte favorito, amo construir dj sets e tocar por horas seguidas, mas também amo fazer música e produzir um material fruto de longas horas no estúdio. Os dois se complementam na minha visão.

Recentemente o RHR fez um remix para sua track “Surviving in Hell”. Como nasceu essa parceria? 

Conheci o RHR num evento que eu tava produzindo, eu me senti muito inspirado pela presença dele aqui, a gente compartilhava de vários valores, tivemos e temos várias experiências de vida parecidas, e a admiração que eu tenho por ele é muito forte. Acho que ele foi uma das primeiras pessoas que deram uma atenção para os trabalhos que vinha produzindo, acho que quando rolou esse EP ele literalmente foi a primeira pessoa na qual eu pensei pra esse remix. 

Música eletrônica e pandemia. Como você acha que o isolamento irá afetar a música eletrônica no nosso país?

Afetou drasticamente a relação dos coletivos e djs com o seus respectivos públicos, o que é parte essencial, mas apesar disso eu achei muito legal ver várias iniciativas digitais para amenizar os efeitos do isolamento e movimentar a cena. 

Você vai para uma ilha deserta e pode escolher um único desejo. Um CDJ com pendrive com todas as tracks do seu HD ou um computador para produzir à vontade? 

Escolhendo as CDJ, o mixer pode ser o Xone 92? 

Conta pra gente sobre o que você tá preparando para o Festival Clubbers da Esquina. 

Eu separei algumas produções autorais e nacionais, juntei tudo numa programação de alta eficácia em transferencia de dados. Tem tudo pra dar certo, vamos aguardar.