Lineup

A pista de dança de Belo Horizonte é conhecida por ser acolhedora e receptiva.

Nos últimos cinco anos, BH se tornou um importante destino para clubbers, DJs, produtores e performers de todo o Brasil. O lineup do Festival Clubbers da Esquina não poderia destoar dessa história.

O festival recebe artistas representantes de todas as cinco regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste), de modo a celebrar uma história que, apesar de local é construída por todo o país. O festival também expande nossas fronteiras, se conectando com nossas vizinhas argentinas, mexicanas e uruguaias.

Reunimos aqui, artistas que exploram a música eletrônica por meio de diferentes estilos, formatos e linguagens, incluindo não somente o techno e o house, mas também o breakbeat, o electro, o funk, o bass, o reggaeton, o brega e outras tantas possibilidades que tornam o Brasil um dos lugares mais ricos e criativo do mundo.

40% Foda/Maneiríssimo (1)

Dois homens estão em pé atrás de uma mesa de som com vários botões. Imagens abstratas coloridas são projetadas sobre eles, cobrindo seus corpos e a parede branca atrás.

40% Foda/Maneiríssimo é um pequeno selo do Rio de Janeiro, fundado em 2013 por Gabriel Guerra e Lucas de Paiva sob a premissa de que ‘nada nosso é tão ruim que não possa ser escutado’. O selo já lançou diversos artistas (em sua maioria Gabriel ou Lucas disfarçados em pseudônimos) em diversas mídias (CDs, vinil, cassettes) ao ponto dos fundadores terem mais músicas do que anos de vida somados. A enorme porção de músicas – todas elas lançadas ou futuramente lançadas pelo selo – formam esse grande megamix que é o live do selo – extratos de uma música misturam com pedaços de outra, tudo isso enfeitado por solos de teclado que só servem pra fingir que Guerra e Paiva possuem alguma virtuosidade no instrumento (obs: não possuem). Todos os estilos serão referenciados, porque para algo ser um fraclássico não precisa ser específico, basta ter sido majestosamente ignorado. “Muito sofisticado para ser fudido, muito estúpido para ser chique” é um sentimento que só o 40% pode-lhe oferecer.

ACAPTCHA (2)

mulher jovem e branca, de cabelos curtos. Ela olha para cima e está com os lábios entreabertos, deixando ver os dois dentes da frente. Ela olha para cima e está com a mão apoiada ao lado da cabeça.

ACAPTCHA é a identidade sonora de Ariana Miliorini, DJ, produtora e programadora baseada em São Paulo. Atualmente é curadora do selo A-MIG.

Em seus sets ela funde uma pesquisa ampla de sonoridades dançantes e experimentais, caminhando pelo acid, synthwave, drum’n’bass, ebm, leftfield, oldschool, ela passeia por diversos estilos nostálgicos e atuais explorando sons de várias décadas e continentes. Em seu programa de rádio mensal, o Acaptcha Robot Radio, ela deixa mais evidente seus passeios sonoros, enquanto que seus sets nas pistas são eufóricos com um toque rave oldschool além do amplo repertório de sonoridades. 

Atualmente além de tocar em festas da cena de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e outras cidades, trabalha em produções autorais para o lançamento de sua label e produções autorais.

Alporquia (3)

um homem usa calças pretas, blusa vermelha justa de alças finas, gargantilha de pinos, unhas postiças longas e brancas e óculos escuros. Sua cabeça está envolvida por chamas altas que soltam uma fumaça preta. As mãos estão erguidas até os lados da cabeça e o homem olha para baixo, mostrando os dentes.

Alporquia é codinome, nome múltiplo, é egocentrismo fantasiado de personagem; Graduado no curso de Cinema de Animação & Artes Digitais na Universidade Federal de Minas Gerais (2015-2019). Reside em Belo Horizonte e passa seu tempo criando fakes para registrar a evolução midiática em redes sociais abandonadas. Em questões artísticas, sua pesquisa parte das relações dos corpos com fenômenos de interação virtual, relações emocionais nascidas de/ mediadas por novas tecnologias, os problemas que surgem por um corpo inserido nesses novos sistemas. Também possui um interesse particular no kitsch comum da internet 2.0 e opõe-se ao uso supérfluo e negligente de teorias pós e transhumanas. Anti-singularidade. Anti-água de coco. Adora Pepsi, ambientes de baixa luminosidade e pão de queijo.

Aun Helden (4)

Dois seres humanoides estão agachados no chão e olhando para frente. Eles têm cabelos longos e largas testas. Seus narizes e bocas estão cobertos por membranas esbranquiçadas e os olhos são grandes e pretos. As nádegas também estão cobertas por membranas e os seres botam ovos pretos que saem do ânus e da região lombar.

Aun Helden é uma performer que trabalha a desnaturalização da percepção humana, criando um atrito entre a expectativa e o estranhamento. Sua principal linguagem é o corpo, onde desenvolve trabalhos multimídias na busca da materialização desses questionamentos e de suas memórias. É conhecida na cena eletrônica de São Paulo, residente do coletivo ODD e se apresenta nas principais festas da cidade.

Em 2018 inaugurou o setor de performance no SP ARTE e  teve trabalhos exibidos em Los Angeles, pela Art Frieze Fair. Em 2019, realizou uma turnê europeia, apresentando-se no festival DGTL, em Barcelona e duas vezes em Berlin. A turnê também passou por Paris, Milão e Londres.

Finalizando as apresentações de 2019, Aun foi abertura de ‘The Great Hope Design’ da cantora iraniana Sevdaliza em São Paulo.

Dialogando também com a moda, Aun já colaborou três vezes com a Casa de Criadores, ao lado do Brechó Replay (2017) e Estileras (2018/19), além de Lançar uma linha de camisetas junto à marca CARTEL 011.

Belisa b2b João Nogueira (5)

Um homem e uma mulher estão atrás de uma grande mesa de som. Eles ajustam a mesa enquanto pessoas dançam atrás da dupla. Belisa usa blusa cinza sem mangas e boné preto. João usa uma luva de arco-íris na mão esquerda, blusa azul de mangas compridas, boné azul e óculos escuros. Sua barba está pintada de branco e rosa.

Belisa

Belisa é uma das minas do coletivo MASTERplano. Seus sets navegam entre o frenesi e a introspecção, com variações de camadas, momentos flutuantes e batidas sincopadas, mistura resultante de sua pesquisa — repleta de sons lo-fi, seja no house, acid, techno ou breaks. 

É também residente da festa Carlos Capslock (SP) e já se apresentou em várias capitais brasileiras e eventos nacionais e internacionas, como o XAMA!, Mamba Negra (SP), MECA Inhotim, ODD, Universo Paralelo e Festival Visual Brasil (Barcelona).

João Nogueira

Entre grooves profundos, texturas plásticas e elementos orgânicos, João Nogueira é conhecido por sets que flutuam sobre o house/ techno/ minimal/ breaks/ whatever. Uma jornada sonora hipnótica & dançante, capaz de te levar a lugares mágicos no mais puro deleite musical. 

Pesquisador assíduo há mais de 10 anos, João passeia por vários estilos e influências. Além de ser integrante do coletivo MASTERplano, já se apresentou em festivais, clubs e festas em vários cantos do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e também em Santa Cruz, na Califórnia.

Carol Mattos b2b Moretz (6)

Duas mulheres brancas operam uma mesa de som. Moretz, à esquerda, tem cabelos curtos cacheados, usa top rosa e óculos escuros listrados em preto e branco. Carol, à direita, tem cabelos curtos lisos, usa top roxo e óculos escuros de moldura branca.

Carol Mattos reside em São Paulo e, além de integrar a MASTERplano, é DJ residente na festa MAMBA NEGRA. Moretz, também moradora de São Paulo, é uma das DJs residentes da festa 101Ø.

Juntas, Carol Mattos e Moretz são as mentes por trás da Sintética, festa de produção e curadoria 100% feminina que visa abrir espaço e gerar visibilidade para mulheres e pessoas não-binárias que atuam nos diversos âmbitos da música eletrônica.

Cherolainne (7)

Cherollaine tem os cabelos curtos e loiros em um penteado moderno, formando pequenas ondas em sua cabeça. Ela usa maquiagem preta nos olhos, batom nude e olha para frente.

Vic Chamaleon é DJ e produtora. Da periferia de Jaboatão dos Guararapes (PE), adentrou no circuito de música eletrônica underground em 2016, sendo que começou a atuar no final de 2017, durante o After Como Fazer um Coquetel Molotov. É fundadora da festa NBOMB e, em seus sets, aposta em sonoridades nervosas com base no Techno e House para dar vazão a sua ânsia de deslocamento sensorial e anarquia nas vivências da cidade.

Atualmente Vic também é integrante do coletivo MaddaM, selo de música eletrônica recifense composto apenas por mentes femininas. Além de ser DJ residente do Coletivo Reverse, selo de música eletrônica recifense que movimenta a cultura local desde 2016, onde já foi representada nos festivais MADA, Meca Brennand e NOARCM.

Data Assault (8)

um homem de camiseta e grandes fones de ouvido olha para baixo. Seu rosto está em branco.

Data Assault (Stenio Freitas) é DJ e produtor residente em Brasília, cidade na qual desenvolveu todo o seu trabalho musical e também na protagonização da ressignificação da cena local, tendo produzido e tocado em  grandes eventos de rua com os coletivos SNM, SUJXXX e Nice & Deadly, e também o selo P.A.C (Program And Control) reivindicando o direito à cidade, acesso à cultura, e o respeito à diversidade.

Começou a se interessar por música eletrônica pelo contato com a cultura sound system, desde então vem fazendo uma pesquisa musical intensa que abrange vários universos e desenvolvendo seu trabalho baseado na experimentação no universo mais marginal da música urbana contemporânea, capturando atmosferas distópicas do cotidiano sem a necessidade de se enquadrar em qualquer gênero e criando sua própria linguagem.

Como DJ, prioriza mixagens arriscadas, dando margem para experimentações entre gêneros e fluidez na pista de dança, trazendo sempre um elemento novo e uma abordagem diferente em cada mixagem. Em suas produções autorais, coloca em cena elementos percussivos e hipnóticos como ponto de partida da experiência entre diversos aspectos da síntese sonora.

ESCARRBE b2b BONINA (9)

duas mulheres negras lado a lado. BONINA tem longos cabelos verdes trançados e usa piercing no septo. Ela usa sombra verde cintilante e batom rosa. ESCARRBE tem os cabelos curtos cacheados, usa sombra vermelha e batom nude.

Integrante do coletivo MASTERplano, ESCARRBE explora percussões e ruídos através de mixagens extremamente sensíveis e sets ritualísticos, conduzindo viagens densas por diferentes gêneros e vertentes da música eletrônica. Já BONINA explora sonoridades mais aceleradas, passando pelo Funk, Electro, Ghettotech, o que a levou a formar a plataforma Haras. 

ESCARRBE e BONINA integram também o importante coletivo AYO, que reúne artistas negres na linha de frente da cena eletrônica belorizontina. 

Felix (10)

Felix é um jovem homem negro. Ele usa boné preto, fones de ouvidos pretos pequenos e camiseta preta com a palavra “Turmalina” repetida diversas vezes em branco.

DJ e produtor, FELIX traz em seu som influências de Breakbeat, Footwork, Juke e Funk 150bpm. Participa da cena de música eletrônica porto alegrense desde 2014. É cofundador do Coletivo Turmalina, coletivo ponta de lança da cena eletrônica representativa da cidade e também participa como produtor na label Zona EXP.

No final de 2019, lançou de forma independente o seu primeiro EP “Oito ou Oitenta” e em julho de 2020 lançou o seu segundo trabalho autoral ”Singular Epifania”.

Getúlio Abelha (11)

Getúlio é branco e tem os cabelos curtos tingidos de vermelho e amarelo. Ele está em frente a um fundo vermelho e usa cardigã vermelho-escuro, camiseta rosa da Hello Kitty e uma longa saia vermelha. Seu braço esquerdo está dobrado sobre a cabeça, dando a mão ao braço direito que está erguido à altura do rosto.

Dos bares e inferninhos da cena alternativa de Fortaleza, no Ceará, Getúlio Abelha, que é natural de Teresina, no Piauí, furou a bolha da cena musical local em 2017 e vem avançando por todo o país como um rastro de fogo –  colorido – que carrega em si todas as cores da diversidade musical brasileira. 

Seu trabalho transita livremente entre o forró tradicional, o pop (com atitude punk) e o eletrônico, com claras influências que vão desde a banda Calcinha Preta à David Bowie. Questões atuais, políticas, corpos, gênero e críticas ao conservadorismo estão presentes através da música, dança, figurinos e audiovisual do artista. 

Suas apresentações ao vivo revelam sua incrível força performática, alavancado pelo sucesso nas redes de seus videoclipes Laricado (2017), Tamanco de Fogo (2018) e Aquenda (2019).

Getúlio passou por vários eventos importantes que destacam a nova música brasileira. Ele incendiou plateias em festivais como Rec-Beat (Recife/PE),  Maloca Dragão (Fortaleza/CE), BR 135 (São Luís/MA), Se Rasgum (Belém/PA), Parada do Orgulho LGBT (Teresina/PI), SIM São Paulo e Virada Cultural, na capital paulista.

Glau Tavares (12)

Glau é negra e tem os cabelos castanho claros em longas tranças. Ela olha pra frente e está com os lábios entreabertos. Ela usa óculos de moldura cinza, jaqueta preta, blusa cinza cintilante transparente e um grande colar dourado.

Glau é natural de São Gonçalo (RJ) e vem de uma família de músicos e compositores de samba. É DJ há 5 anos, tendo iniciado sua carreira na Festa Velcro e no Isoporzinho das Sapatão, do qual faz parte até hoje. Na BATEKOO, sua jornada se iniciou em 2016. Desde então, Glau foi ganhando destaque e reconhecimento na cena carioca.

Suas referências se ligam à black music, hip hop e funk. Após sua turnê pela Europa, Glau vem desenvolvendo um estilo único de mixagem e discotecagem, fortalecendo sua figura no circuito alternativo carioca de house e techno. Sua marca são apresentações sempre envolventes, intensas e originais e a artista se destaca ao unir as referências no moombahton, tarraxa, afrohouse, gqom , future afrobeats , global bass , funk , guetto club, house e outras sonoridades afrodiaspóricas e la tinas na música eletrônica, sem abandonar totalmente suas influências originais.

Høstil (13)

uma mulher e um homem estão sentados em um campo de obras. Ambos olham para a frente e usam roupas pretas. Ela é loira, usa franja, sombra e batom escuros. Ele tem os cabelos pretos e cacheados em um corte assimétrico. Os cabelos da lateral direita da cabeça estão curtos e o topete longo cai sobre o seu olho esquerdo.

Iniciada na cidade de Goiânia (GO), Høstil firma-se como duo no início de 2019, pelos esforços de Gabriel Ferrera e Helena Salenko em desenvolver música eletrônica experimental com influências de Techno, witch house, noise e improvisação livre. Em seus live sets, buscam confrontar o público com diversas dicotomias presentes em suas músicas: o dançante e o contemplativo, o sublime e o caótico, o ruído e o som, o digital e o analógico. Atualmente divulgam seu EP “a violência sob o véu da conformidade” (lançado em outubro de 2019 através do selo mineiro QUENTE) e o disco ao vivo “avsovdc: live sets” (lançado em maio de 2020, pela TÁCITO RECORDS), enquanto pesquisam novas referências e sonoridades para seu próximo trabalho.

Iasmin Turbininha (14)

Iasmim é negra e tem os cabelos loiros e cacheados na altura dos ombros. Ela usa chapéu preto, casaco preto e um escapulário dourado. Ela olha para frente e sorri, segurando a aba do chapéu com as duas mãos.

Iasmin Turbininha, conhecida por muitos como a primeira mulher DJ no funk, faz parte de uma geração de artistas que recolocou o Rio de Janeiro em evidência no cenário do funk nacional, depois de anos de domínio paulista. O 150 BPM – vertente do ritmo tocada em 150 batidas por minuto – é uma febre carioca que se espalhou pelo Brasil. Turbininha é hoje uma das principais difusoras da modalidade, sendo reconhecida em todo mundo como uma das principais referências do universo do Baile Funk. 

Joy (15)

Joy é negra de cabelos cacheados e curtos. Ela usa óculos e está olhando para baixo. Ela veste uma camisa azul de mangas compridas e está com um grande fone de ouvido ao redor do pescoço.

Joy é um sopro de vento fresco na cena maranhense, trazendo sua bagagem construída durante seus anos de residência em São Paulo, suas narrativas e estilo são marcadas por versatilidade, onde passeia por batidas quebradas carregadas de timbres ácidos e oitentistas, viajando do balearic e disco ao techno.

DJ residente da VERSA, toca desde 2017 e já passou em projetos relevantes como Vampire Haus, Caldo, Caracol bar, Mamba Negra e Mareh Music. Como produtora cultural é idealizadora do Coletivo Terral em São Luís, sua cidade natal que promove eventos e busca inclusão de minorias e igualdade de gênero na cena eletrônica underground da cidade.

KENY/\ (16)

Kenya é negra e usa os cabelos em um coque baixo. Ela usa grandes brincos redondos e uma camisa de mangas compridas com uma estampa abstrata. Ela faz um gesto com as mãos: sua mão esquerda está posicionada logo acima do umbigo, com a palma virada para cima. Sua mão direita está posicionada acima da mão esquerda, com a palma virada para a esquerda.

KENY/\, que também performa sob o nome de KENYA20Hz, explora todas as possibilidades das baixas frequências através de conexões rítmicas imprevisíveis e agressivas, linguagem-síntese de expressões sonoras etéreas e tecnológicas contrapostas a cenários abissais e rudimentares.

Pesquisadora, curadora, DJ e produtora do Rio de Janeiro, com apresentações em festas do segmento na Argentina e principais festivais urbanos no Brasil, aborda a Bass Music com uma visão ancestrofuturista, que celebra a estarrecedora manifestação no espaço físico que o Grave é capaz de causar.

Kid from Amazon (17)

Kid é branco, usa barba e tem cabelos cacheados na altura dos ombros. Ele usa blusa e calças estampadas e está de cócoras sobre uma poltrona amarela. Pendurado sobre ele há um véu vermelho e à sua direita há um espelho.

Desde 2014, o projeto Kid From Amazon opera nas noites paraenses com texturas e paisagens sonoras imersivas, propondo o orgânico, o sintetizado e investigando as possibilidades presentes entre estes dois eixos. Seu trabalho de estreia foi o álbum Amazon Dark Fruit, fazendo referência ao açaí, e discorrendo sobre temas referentes ato kármico de plantar e colher, sob uma sonoridade ora obscura, ora divertida e dançante. Em seguida, ainda em 2014, foi lançado o álbum Musgo Vibes, onde muita fragilidade é exposta. É um álbum úmido e quente, cuja sonoridade é propícia a períodos chuvosos e sombras, sua necessidade de estar no solo e proximidades revela sua fragilidade. Em 2018, foi lançado o EP Amazon Corp, onde o ruído é a paisagem sonora. Participou de apresentações em Curitiba com o coletivo Repulsa, dos 10 anos do Coletivo Voodoohop em Heliodora, nas rádios Vírus e Veneno e para a plataforma A-mig, também neste período, houve lançamentos junto às Labels Unsbeat e Serever.

La Puta Inês (18)

Ser humanoide de pele branca, olhos de pupilas brancas e pálpebras e lábios pretos. Dois chifres pretos saem de sua cabeça e todo o corpo é coberto por pelos brancos. O ser olha para a frente e está com a boca aberta, deixando ver dentes amarelados e de pontas irregulares.

Luísa Vieira (La Puta Inês) é artista visual e performer da cena noturna de Porto Alegre. Seu trabalho se volta para criação de personagens alegóricos a partir da produção autoral de figurinos e cenografia criadas especialmente para apresentações. A artista carrega um baú de criaturas criadas do seu universo pessoal – muitas delas com forte atravessamento crítico e político. Desde 2019 performa nas festas Vorlat (SP e RS), Plano (RS) e Pane (RS).

Lagoeiro b2b IANZONA (19)

Dois homens lado a lado. Ianzona tem os cabelos e bigode pretos, usa regata cropped vermelha e deixa ver a borda da cueca. Lagoeiro tem os cabelos, barba e bigodes pretos, usa pochete bonina atravessada sobre o peito e come uma fatia de melancia.

Lagoeiro é DJ residente e um dos organizadores da MASTERplano, que há cinco anos promove atividades culturais relacionadas à música eletrônica em Belo Horizonte. Lagoeiro é também um dos criadores da plataforma A-MIG, que coleciona e transmite experimentos sonoros de artistas emergentes de todo o mundo. IANZONA é a manifestação musical de Ian Godoi, multi artista radicado em Belo Horizonte que recentemente tem explorado a música eletrônica como ferramenta para compartilhar sua forma de ver e agir no mundo, por meio de DJ sets e experimentos autorais. Em 2020, IANZONA lançou sua primeira faixa autoral pelo V.A. C LACRAIA ESTIVESSE VIVA, um release coletivo entre os selos A-MIG e Tormenta. Ao lado de BONINA, IANZONA é cofundador do Haras, plataforma de música eletrônica dedicada a sons acelerados. 

Lila Tirando a Violeta b2b Hiela Pierrez (20)

Duas mulheres em pé em um chão de terra com pedras e grandes bolsas de viagem. Lila está com os cabelos longos em duas maria-chiquinhas, usa máscara preta sobre boca e nariz, blusa preta de mangas compridas, saia roxa e luvas com anéis. Chamas saem de sua mão direita, que está virada para cima. Hiela tem os cabelos curtos e roxos, chapéu preto, blusa vermelha, colete preto, calças vermelhas, botas boninas e luvas vermelhas com longas unhas. Ela segura uma galinha. Ao fundo da imagem, raios e chamas.

Lila Tirando a Violeta é o projeto solo da produtora musical e performer uruguaia Camila Dominguez. Lila é conhecida por experimentar vários gêneros e estilos de música, desde a música ambiente até a club music e o reggaeton.

Ao lado de Hiela Pierrez, Lila faz parte da dupla A.M.I.G.A, um híbrido entre cultura pop e arte performática. A dupla se apresentou em várias marchas e eventos em apoio aos direitos LGBTQIA + na América Latina.

Lila tem sido responsável pela organização de vários eventos e festivais, locais e internacionais, e já trabalhou com nomes influentes na cena musical como Ariel Pink, NAAFI, Hiedrah Club de Baile, Dream Catalog e DJ Kicks, além de ter apresentado seus sets em importantes rádios como a NTS, Rinse FM e a Internet Public Radio.

Loïc Koutana (21)

Loic é negro e careca. Ele está de perfil em frente a um fundo vermelho, usando um pano da mesma cor em seu pescoço.

Multiartista afro-francês que escolheu o Brasil como sua casa há mais de cinco anos, Loic Koutana acumula extensa trajetória de atuação na cena artística brasileira. Performer, membro do Teto Preto, cantor, modelo e youtuber, o artista conquistou, ao longo dos últimos anos, sólido espaço entre os principais nomes da nova geração de criativos no Brasil.

Paige (22)

Paige é negra e tem os cabelos longos e loiros. Ela usa uma boina preta, colar, vestido e botas escuros. Ela está sentada sobre um cubo branco com as mãos sobre os joelhos e olha para a frente.

Artista singular, cantora e compositora, Paige faz música popular brasileira com trechos de R&B dos anos 90. Dona de uma voz doce e marcante, ela se destaca por suas habilidades com dança e presença de palco. 

Natural de Belo Horizonte, Paige transita pelo universo musical desde a infância, quando iniciou sua carreira musical no canto erudito. Em 2013, começou a participar da cena cultural independente de Belo Horizonte e, um ano depois, formou a banda Enversos ao lado do artista Gustavo Vaz. 

Em 2019, Paige se despediu da banda para se dedicar inteiramente ao seu trabalho solo. O primeiro marco da nova fase de sua trajetória foi o EP “Babygirl”, produzido por Gustavo BP e com a participação dos artistas Luckão e Sidoka.

No mesmo ano, apesar do foco em sua carreira solo, Paige passou a integrar o grupo Fenda, encontro de 5 mulheres da cena hip-hop de Belo Horizonte.

Pedropedro (23)

Pedro Pedro é branco e tem os cabelos curtos castanhos e barba e bigode da mesma cor. Ele está operando uma mesa de som e usa óculo escuros e blusa de manga comprida com estampa de letras em diversas fontes, cores e tamanhos.

A versatilidade e o dinamismo são os guias para as viagens musicalizadas que Pedro Pedro propõe. Seus sets imprevisíveis são resultado de uma pesquisa globalizada que nasce de uma mente que amadureceu de frente pro computador consumindo cultura de todo o mundo.

O jovem multiartista tem dificuldade de se categorizar e costuma brincar que suas proposições são esquizofrenias conscientes. Electro, acid, bass, techno, break, trance, ebm, funk, trap, pop, gótico e mpb. Para Pedro Pedro não existe um compromisso com um estilo em si, mas com uma história.

ROMANA (24)

Romana usa blusa de frio estampada de flores e os cabelos em várias tranças finas que vão até os ombros. Várias borboletas foram posicionadas sobre suas tranças, como em um filtro do Instagram.

Além de produtora e DJ residente do coletivo MASTERp la n o, é co-fundadora e curadora do podcast A-MIG, uma plataforma nômade que transmite mixtapes e experimentos sonoros de artistas emergentes do Brasil e mundo afora. Imerge na construção dos seus sets sonoridades diversas, marcados por batidas intensas, percussões energéticas, timbres sujos e momentos imersivos, explorando variações de BPM constantes. Em pesquisa, aplica essa estética pulsante viajando de forma dinâmica entre os diferentes gêneros da música, guiada pelas vertentes do techno, breakbeat, bass e o house.

Saskia & DJ Tabu (25)

Saskia é negra e usa os cabelos crespos cheios. Ela está sentada em uma cadeira de encosto alto e olha para frente, com o queixo erguido. Ela usa blusa de mangas finas brancas, brincos de argolas e colar.

Saskia é uma artista multipotente. No áudio: instrumentista, beatmaker, performer, cantora, compositora. No visual: diretora, roteirista, câmera, atriz, fotógrafa, desenhista. 

Suas composições intercalam gêneros e intensidades. Nessa versatilidade poderosa, apresenta beats acurados que embalam com exatidão letras sensíveis, ácidas, objetivas.   Impossível defini-la em um único gênero musical. Abusa de samples, instrumentos e pedais, para cantar sobre assuntos íntimos e públicos. 

Saskia faz parte do coletivo de criadores negr_s, Turmalina (RS), faz curadoria com a ZonaExp, label de música futurista, e participa do recente Projeto Anexo, plataforma de reorganização da produção artística pós-pandêmica.

Em sua apresentação no Festival Clubbers da Esquina, Saskia se apresentará ao lado do talentoso produtor DJ Tabu,, por meio de uma performance que articular voz, beats, corpo e texto. DJ Tabu é beatmaker, membro do selo ZONAexp. e produtor do maias recente álbum de Saskia.

She Teiks (26)

duas mulheres brancas e loiras estão de pé e olham para a frente. Elas usam roupas pretas. A mulher da direita tem os cabelos cacheados e curtos. A da esquerda tem os cabelos lisos e faz um gesto com as mãos: ela forma um triângulo com os dedos indicadores e os polegares em frente a sua pelve. Os dedos indicadores apontam para baixo e os dedões formam a base do triângulo.

She Teiks é um duo eletrônico de Córdoba, na Argentina, que tem um objetivo muito preciso: fazer a pista fançar. 

A vontade de fomentar a cena eletrônica latina as levou a liderar o TecnoLatino, culminando na sua primeira tour latinoamericana e na participação em festivais como o La Nueva Generación e Arte Joven Fest. A dupla faz parte da formação do coletivo Vesica Piscis e está em busca de crescimento constante, incorporando o formato Live, no qual possuem a liberdade para explorar sonoridades mais experimentais.

SUPOLOLO (27)

um homem de cabelos cacheados na altura dos ombros e bigode está em pé sobre um toco de árvore ao lado de uma porta branca. Ele usa camiseta branca com os dizeres “SUS 1988”, bermuda jeans, meias de cano alto e tênis.

SUPOLOLO é um apaixonado pela amérika latina e pelas sensações que fogem da imagem pré estabelecida de música dos trópicos. a percussão, as paisagens sonoras urbanas e os rituais obscuros guiam o seu trabalho. techno, acid, breakbeat, hard dance e telenovelas são referências constantes em seus sets.

Vhoor (28)

homem negro opera mesa de som com vários botões e cabos. Ele usa um grande fone de ouvido, óculos de armação grossa e blusa preta de mangas compridas com três listras brancas ao longo dos braços.

O produtor brasileiro de 22 anos, Victor Hugo (VHOOR), nascido em Belo Horizonte, é um dos talentos mais brilhantes do Brasil para assumir o cenário mundial. Seu EP colaborativo de 2019 “Acima” com o produtor americano Sango, ajudou a colocar o nome de VHOOR no mapa global. Desde então, o VHOOR recebeu apoio via Rádio Soulection no rádio Beats1 da Apple Music, Gilles Peterson (BBC Radio 6), Benji B (BBC Radio 1), KCRW (Los Angeles), bem como veículos de imprensa, incluindo The Guardian, Complexo, AfroPUNK, Okayplayer DJ Mag, Bandcamp e outros. 

VHOOR é frequentemente associado ao movimento Chill Baile, que também inclui outros produtores como Sango (EUA), DKVPZ (Brasil), e foi recentemente colocado como o artista em destaque na playlist oficial do Spotify “Chill Baile”.

Zombies in Miami (29)

um homem e uma mulher estão diante de uma cerca de arame. Ele está de lado, tem os cabelos curtos castanhos e usa camiseta branca e óculos escuros. Ela está de frente, com o braço direito apoiado nas costas de seu companheiro, tem os cabelos curtos tingidos de verde e usa collant preto.

Zombies in Miami é um projeto criado por Canibal & Jenouise e, apesar do nome, eles não estão rastejando em Miami, mas sim brilhando na vibrante Cidade do México. O envolvente som da dupla é um híbrido entre house e techno movido por sintetizadores, com um pé firme no Italo-Drama. 

O casal se tornou um dos nomes mais proeminentes da cena eletrônica mexicana contemporânea, levando-os a passar por importantes clubes e festivais internacionais, como o Berghain / Panorama Bar (Berlim), Robert Johnson (Offenbach Am Main), Lux Frágil (Lisboa), Nitsa (Barcelona), Fusion Festival,  Burning Man e, agora, o Festival Clubbers da Esquina.